Motivos para aprender a lutar com uma bengala

Desde a antiguidade existem relatos dos homens usando bengalas – é possível lembrar-se de Moisés, pensar em Charles Chaplin em “Tempos Modernos” (1936) ou fazer referências ao sapateado de Fred Astaire em clássicos do cinema como “Cinderela em Paris” (1957).

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Para ajudar o homem a enfrentar dificuldades em terrenos difíceis, a dançar ou associar o indivíduo como símbolo de poder e elegância, o objeto estava lá, sempre às mãos. Na literatura, ganhou charme quando Arthur Conan Doyle a colocou ao alcance de Sherlock Holmes. Phineas Fogg, personagem principal de “A Volta ao Mundo em 80 dias”, de Julio Verne, também levava um sword cane em sua viagem ao redor do mundo.

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A facilidade do acesso à arma, que começou a ser usada pelos cavaleiros juntamente com as espadas e sua aceitação nos dias de hoje; faz com que ela seja útil, perigosa e eficiente.

IGUALDADE

Não importa se você é mais baixo ou fraco. O uso de uma bengala na luta permite a igualdade entre os oponentes – assim como outras armas, ela permite equilibrar as diferenças. Além disso, aumenta a autoconfiança de quem a usa. Na prática, incorpora técnicas de bastão, sabres e tonfa, além de outras específicas.

CHARMOSA

Nos séculos XVII e XVIII, nenhum homem queria sair de casa sem portar uma bengala – era possível, inclusive, identificar o status social de uma pessoa pelo acessório.  Como assim? Na França, por exemplo, Luiz XIX usava uma bengala cravejada em pedras preciosas e chegou a restringir seu uso aos aristocratas. Luís XIV, “O Rei Sol”, um dos mais conhecidos da história e que tanto influenciou a moda, também não abria mão do uso do acessório.

O Rei Sol: Seu reinado de 72 anos é o mais longo de toda história do planeta; Nenhum outro monarca ocupou um trono por tanto tempo. Foi um dos líderes da crescente centralização de poder na era do absolutismo europeu.

O Rei Sol: Seu reinado de 72 anos é o mais longo de toda história do planeta; Nenhum outro monarca ocupou um trono por tanto tempo. Foi um dos líderes da crescente centralização de poder na era do absolutismo europeu.

Nos anos 1700, em Londres, era preciso uma licença para se carregar uma bengala; e grandes marcas conhecidas até hoje por fashionistas como Tifffany (das joias, sim!), Faberge e Murano investiam em produções feitas com metais preciosos, ossos de baleia, diferentes tipos de madeiras, etc.

No Brasil, os malandros cariocas adotaram a bengala como um símbolo de elegância e um protesto irônico à aristocracia, assim como o terno branco (o terno preto era o traje dos homens da elite). Normalmente, era usada em combate em combinação com a capoeira (também chamada na época de “pernada”).

ÚTIL COMO UMA ESPADA

Em certos aspectos, ele pode ser tão (ou mais) útil que uma espada. Ainda no século XVIII, foram desenvolvidas na Europa, mais especificamente na França, técnicas de defesa pessoal com o uso da bengala. Na época, muitos homens combinavam estas técnicas aos treinos de pugilismo ou esgrima.

O Savate, conhecido popularmente como boxe francês, estilo de luta que envolvia pontapés altos e golpes com a mão aberta, originalmente incluía técnicas com a arma.

Em 1898, Edward William Barton-Wright, após ter passado três anos no Japão, retornou a Inglaterra e anunciou a formação de uma “nova arte de defesa”. Esta arte procurava combinar os melhores elementos de uma variedade de estilos de luta. Assim nasceu o “Bartitsu”, que combina a bengala com técnicas de defesa pessoal.

No Pa-Kua

Na escola, técnicas de luta com a bengala são ensinadas em cursos. Eles envolvem exercícios de alongamento e flexibilidade, fundamentais para a prática; assim como fortalecimentos e práticas de resistência. Depois, são ensinados ataques, defesas e movimentações com a arma. Suas técnicas são ensinadas em dois módulos diferentes, com duração de duas a quatro horas. O valor da participação é de R$ 274 (cada módulo).

Quando posso fazer?

No próximo sábado (13), das 19h30 às 21h30, o mestre Roberto Trinkel vai ministrar o primeiro módulo do curso na escola do Batel (Rua Cel. Dulcídio, 290). Garanta sua vaga aqui. Mais informações pelo WhatsApp: (41) 9 9261-1663.